fbpx
Ligue-nos:     21 2147-0829   /     21 97532-3236
Energia Solar Fotovoltaica – Sustentabilidade, Economia e Educação

Energia Solar Fotovoltaica – Sustentabilidade, Economia e Educação

A virada do século XX para o XXI marca mais uma grande transição no modelo de desenvolvimento da humanidade, com a passagem da era industrial para a era do conhecimento ou pós-industrial. Começamos a questionar o custo e a viabilidade do modelo industrial, seu impacto na natureza e a resiliência e capacidade de recuperação desta. Surge o conceito de desenvolvimento sustentável, cunhado no relatório Brundtland, elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, em 1987, definido como “o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.

No esforço para encontrar novos caminhos e preservar o meio ambiente, começaram a ser desenvolvidas diversas tecnologias utilizando as chamadas energias renováveis, aproveitando a força dos ventos, o movimento das ondas e das marés, o calor e a luz do sol, entre outras.

Aproveitando o conhecimento do efeito fotoelétrico ou fotovoltaico, que valeu o prêmio Nobel de física para Einstein em 1921, surgem os Sistemas Fotovoltaicos de geração de eletricidade a partir da luz do sol. O efeito fotovoltaico consiste basicamente na liberação de elétrons em determinados materiais devido à incidência de luz. Atualmente a tecnologia mais difundida utiliza células de silício agrupadas em placas ou módulos montados em painéis. Os Sistemas Fotovoltaicos podem ser conectados ou isolados da rede pública de distribuição de energia elétrica. A aposta atual para difusão da tecnologia são os Sistemas Fotovoltaicos Conectados à Rede (SFCR).

Foto Benedicto - Com Logo e Rodapé 1Os SFCR funcionam com painéis solares que captam a luz do sol e a transformam em energia elétrica de corrente contínua, como a que sai das baterias. Para utilização pelo consumidor, os painéis são conectados a inversores, equipamentos que transformam a corrente contínua em corrente alternada, que é a utilizada por nossos eletrodomésticos. Os inversores são conectados à instalação elétrica do consumidor, que utiliza a energia diretamente nos seus equipamentos elétricos. A energia gerada e não consumida, vai para a rede da concessionária, passando por um relógio bidirecional, que registra a entrada e saída de energia. Se no final do mês o consumidor tiver gerado mais energia do que consumido, o saldo é registrado pelo relógio e vem discriminado na conta de energia elétrica do mês seguinte, podendo ser utilizado em até cinco anos.

No Brasil, a relação do consumidor com as concessionárias, para utilização dos SFCR, está regulamentada pelas Resoluções Normativas (RN) 482/2012 e 687/2015 da ANEEL. Tais resoluções preveem, entre outras situações, a possibilidade dos seguintes arranjos: utilizar os créditos de energia de uma propriedade em outra propriedade de mesma titularidade e na área da mesma concessionária; instalar geração fotovoltaica para atender condomínios, distribuindo os créditos energéticos entre os condôminos; e formar consórcio ou cooperativa para instalar geração fotovoltaica em local diferente das propriedades dos associados e distribuir os créditos energéticos entre eles.

Fig 2 - Como Funciona 1Fig 2 - Como Funciona 2Fig. 2 – Como Funcionam os SFCR

Os SFCR são dimensionados de forma a reduzir as contas de energia elétrica dos consumidores ao mínimo exigido por lei. Por exemplo, para uma residência, ou comércio com tarifa convencional, trifásicos, este mínimo equivale ao custo de 100kWh, ou seja, R$ 83,00, nos valores de hoje.

O emprego do SFCR gera diversos benefícios para os consumidores, dos quais podemos citar:

  • Redução de até 99% do valor da conta de energia;
  • Retorno imediato do investimento com a valorização do imóvel; e
  • Marketing institucional positivo, com a associação da imagem à sustentabilidade e ao uso de energias renováveis.

Nas instituições de ensino, vislumbra-se, também, o benefício do exemplo para os jovens, mostrando-lhes, na prática, como utilizar as energias renováveis e ser sustentável. Isto os incentivaria a aplicar estes conhecimentos no futuro, fazendo-os perceber que:

“Somos o futuro construído a partir das ações do presente”.
Elaborado pelo Sócio-Diretor da Gene Sustentável, Carlos Max Martins Pimentel

Screenshot_2016-07-13-12-28-26-1


Adicionar comentário

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *