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Telhados solares impulsionam crescimento da Energia Solar

Telhados solares impulsionam crescimento da Energia Solar

Investimentos em tecnologia de telhados solares apontam aumento da geração distribuída no Brasil

 A energia solar está em um momento de expansão dentro e fora do Brasil. Números apontam um futuro de amadurecimento do mercado no país e contínuo desenvolvimento das tecnologias. Houve um crescimento de 235% na capacidade de energia distribuída apenas entre os anos de 2018 e 2019, no Brasil. A expectativa para os próximos anos segue com a mesma positividade.

Tendência para 2020, os telhados solares instalados em residências, comércio e terrenos devem elevar a potência instalada. Com um investimento estimado em 16,4 bilhões de reais para instalação desses sistemas no Brasil, haveria um salto na nossa produção. Dos atuais 2GW, aumentaria a capacidade instalada para 5,4GW, um crescimento de 170%, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

 

Geração de energia pelo consumidor é possível desde 2012

 

Em 2012, uma medida da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) permitiu que qualquer consumidor pudesse gerar sua própria energia. Essa iniciativa deu início a um crescimento exponencial de unidades micro e mini geradoras de energia. Em conjunto com o aumento substancial nas tarifas de energia elétrica ao redor do país, os brasileiros passaram a buscar alternativas financeiras.

A tarifa elétrica aumentou 50% acima da inflação nos últimos 20 anos, de acordo com o Instituto Ilumina. Sendo a quinta energia elétrica mais cara do mundo, considerando o valor da tarifa mais impostos, conseguimos ter perspectiva do cenário energético brasileiro. Apesar do crescimento de energias mais sustentáveis em território nacional, as usinas hidrelétricas ainda são maioria. A energia solar fotovoltaica vem ganhando força e se destaca entre as fontes energéticas em crescimento.

 

Projeto de lei

 

Atualmente, as discussões giram em torno de um projeto de lei apoiado pela Aneel. Se aprovado, ele muda a realidade dos consumidores que apostam em geração distribuída, abatendo toda a produção dos equipamentos da conta de luz. Com a mudança proposta pela agência nacional, poderia haver descontos no crédito gerado pelo consumidor relativos aos possíveis custos de manutenção da rede, podendo chegar a um corte de 68%.

Em contrapartida, existem setores da sociedade e representantes do governo e congresso que propõem outras alternativas. O texto do deputado Lafayette de Andrada (Republicanos – MG) deve ser apresentado ainda no mês de fevereiro e discute uma transição mais suave da fotovoltaica no Brasil. É proposta uma regulamentação da remuneração dos sistemas de geração distribuída. Com esse projeto, os descontos estabelecidos de custos de rede e encargos caem de 68% propostos pela Aneel para até 28%.

A aplicação na prática do previsto para o projeto de lei deve acontecer gradualmente. A depender do porte do sistema em questão. No caso dos telhados solares, as regras são válidas para as novas instalações de geração distribuída em período de até 12 anos.

No caso de sistemas de médio porte, o período é mais curto. A transição para as novas regras deve ser feita em até cinco anos com 50% dos custos do fio no segundo ano. Nos grandes sistemas, como é o caso das fazendas solares, o custo integral do fio seria pago a partir do primeiro ano.


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